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Carro voador pode estar no céu do Reino Unido em cinco anos

Especialistas acreditam que veículo pode estar em uso no Reino Unido em cinco anos. Foto: DivulgaçãoEspecialistas acreditam que veículo pode estar em uso no Reino Unido em cinco anos

O carro voador produzido pela empresa Terrafugion e foi aprovado para uso nos Estados Unidos na semana passada pode estar nos céus do Reino Unido em cinco anos. Especialistas em aviação afirmaram ao Daily Mail que o Transition, carro que vira avião em apenas 30 segundos, pode estar rodando e voando pelo país até 2016, apesar de o veículo ser direcionado principalmente a compradores dos Estados Unidos.

O fundador do grupo Virgin, Richard Branson, foi um dos britânicos que achou a ideia “genial”. Segundo o Daily Mail, mais de 20 pessoas no país já declararam interesse no veículo, feito de fibra de carbono, com autonomia de voo de mais de 700 km, capacidade para duas pessoas e velocidade máxima de 185 km/h no ar. A Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido se mostrou otimista quanto à aprovação para que o Transition entre em funcionamento na Europa depois da aprovação pela Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos. O órgão acredita que a autorização da Agência Europeia de Segurança seria relativamente fácil. “As regras de segurança são muito semelhantes aqui e nos Estados Unidos”, afirmou o porta-voz Jonathan Nicholson.

O projeto do Transition vem sendo desenvolvido há anos. O carro voador custará em torno de US$ 200 mil (cerca de R$ 360 mil), e a empresa diz que já recebeu 70 encomendas, com os interessados pagando um depósito de US$ 10 mil (cerca de R$ 18 mil). Movido a gasolina comum, o protótipo tem tração nas rodas dianteiras para circular nas ruas e um propulsor para o voo. Quando está em sua configuração como carro, com as asas dobradas, tem um tamanho que permite que seja guardado em uma garagem comum.

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Google paga 1 mi de euros por g.co para encurtar URLs próprias

O Google anunciou nessa segunda-feira que as URLs de muitos dos seus serviços serão encurtadas para o endereço g.co. Isso significa que qualquer página iniciada por g.co irá para algum serviço do site. O domínio, segundo o jornal El País, foi comprado por um mihão de euros.

O domínio .co pertence à Colômbia e é administrado por uma empresa privada. O preço exorbitante se deve à escassez de endereços de uma letra só. Atualmente, a regra para registro de domínios prevê de três a 63 caracteres. Em 1993, os domínios de uma letra só foram reservados para propósitos de infraestrutura de rede sobrando apenas os endereços registrados anteriormente.

Em 2009, o Google já havia lançado um atalho (goo.gl), mas que vale para qualquer página. A ideia do Google com os encurtadores de links é facilitar a vida dos usuários. “No mundo das URLs, maior nem sempre é melhor”, diz o anúncio no Blog Oficial do Google.

Aparelhos móveis devem crescer mais que outros eletrônicos

 

iPad é um dos prováveis motivos para a desaceleração do mercado de PCs. Foto: AFPAs vendas de tablets como o Apple iPad e seus concorrentes atingirão os 26,5 milhões de unidades em 2011

Este ano, mais consumidores comprarão computadores tablets e smartphones do que em qualquer outro período, e isso conduzirá o faturamento do setor de bens eletrônicos de consumo ao recorde de US$ 190 bilhões em 2011, de acordo com uma nova projeção de uma importante associação setorial.

As vendas de tablets como o Apple iPad e seus concorrentes atingirão os 26,5 milhões de unidades, o que resultará em faturamento de US$ 14 bilhões, afirmou a Consumer Electronics Association em relatório divulgado na segunda-feira.

As vendas de celulares inteligentes devem crescer em 45%, para US$ 23 bilhões, segundo o estudo.

“Um ano atrás, os tablets eram um mercado novo e não comprovado, e agora eles e outros aparelhos móveis, como os celulares inteligentes e leitores eletrônicos, estão liderando todo o setor em termos de crescimento”, afirmou Steve Koenig, diretor de análise setorial da associação, em comunicado.

O setor de bens eletrônicos de consumo se expandirá em 5,6% este ano, o que supera os 2,4% de crescimento previstos para o PIB dos Estados Unidos. O faturamento total dos fabricantes de bens eletrônicos de consumos também deve subir no ano que vem, para o recorde de US$ 197 bilhões. O volume de vendas de leitores eletrônicos como o Amazon Kindle dobrará, atingindo US$ 1,8 bilhão.

Esses produtos móveis estão estimulando o crescimento de receita do setor, enquanto outros tipos de bens eletrônicos de consumo, a exemplo dos televisores de telas planas, mostram queda, afirmou Koenig. O estudo constatou que 88 por cento dos domicílios dos EUA já têm ao menos um televisor digital. Devido a esse alto percentual de penetração, as vendas de televisores devem cair este ano, mas o faturamento do segmento superará os US$ 18 bilhões de dólares.

Televisores conectados à internet serão um segmento de crescimento, com embarques de mais de 10,4 milhões de unidades para as lojas este ano. Apesar da adoção lenta dos modelos 3D, 3,6 milhões de modelos desse tipo devem ser vendidos em 2011, ante 1,9 milhão em 2010. A Apple divulgará seus resultados trimestrais na terça-feira, e as vendas do novo iPad 2, devem chamar atenção dos investidores. Wall Street estima que a Apple tenha vendido 8 milhões de unidades do novo iPad no período.

Conheça a briga de patentes por trás dos ventiladores sem pás

O Air Multiplier, o ventilador sem pá que disparou a briga, é da empresa inglesa Dyson. Foto: DivulgaçãoVentilador da imagem funciona sem pá e é da empresa inglesa Dyson

Em 2009, a inglesa Dyson, conhecida por fabricar aspiradores de pó ultraeficientes, lançou um ventilador inovador: o Air Multiplier, primeiro a funcionar sem o uso de pás. O aparelho, um tubo circular montado sobre um pedestal, se mostrou inovador – e caro (US$ 299) nos Estados Unidos.

Corta para 2011: a Polishop, loja de vendas pela TV, anuncia seu primeiro ventilador sem pás, o Wap Wind. Parece ser uma cópia fiel do design inovador da Dyson. Só que não é, e pelo que deu para perceber durante a Eletrolar Show 2011, diversos fabricantes vão lançar modelos similares nos próximos meses no Brasil. O motivo? Quem inventou o ventilador sem pás não foi a Dyson – ela só aperfeiçoou a tecnologia, que ainda gera um vento um pouquinho mais forte que os concorrentes.

Ventiladores sem pás funcionam de uma maneira não muito complicada: um motor instalado na base/pedestal suga o ar do ambiente, que segue por dentro do aparelho até uma fenda dentro do tubo. É o que gera o fluxo de ar, jogado para fora de maneira mais forte pela borda. A Dyson vende modelos distintos – tubos de 10 ou 12 polegadas para serem colocados sobre uma mesa (inspiração para o modelo “genérico” que pode ser encontrado no Brasil), torres verticais e um de tubo com pedestal mais alto.

Patricia Santiago, que trabalha no marketing da WAP, explica a confusão em torno das patentes e diz que o Wap Wind não é cópia dos modelos da Dyson. “Modelos sem pás são comuns na Ásia, e a patente desse tipo de equipamento está em domínio público, já que foi criada no começo dos anos 1980″, afirma. A Dyson, por e-mail, confirmou estar “investigando diversos casos de falsificação”.

Um pouco de pesquisa, porém, confirma a informação da Wap. A patente de um equipamento similar foi registrada em 1981 pela Tokyo Shibaura Electric e nunca fabricada. Junte as letras da fabricante japonesa e terá o nome da marca atual: Toshiba. A questão de quem é dono da ideia remonta a 2009, quando a Dyson lançou o produto no Reino Unido e foi questionada sobre a questão das patentes.

O Escritório de patentes do Reino Unido (IPO), citado pelo jornal Telegraph em um artigo de 2009, indicou que a Dyson reenviou sua aplicação para uma patente mundial após o IPO ter decidido que o projeto inicial era muito parecido com a invenção japonesa. O que a Dyson fez? Resolveu ressaltar um ponto diferente no design dos seus aparelhos: a superfície “Coanda”, nome chique para o modo que o ar é enviado para fora do ventilador, gerando um vento mais forte em seus aparelhos, explicou o Telegraph.

Na prática, comprar um Wap Wind ou qualquer outro ventilador sem pás similar (já tem até em formato de maçã no local do tubo) hoje não significa ter algo que é cópia de design industrial da Dyson. A patente da Toshiba já entrou em domínio público em grande parte do mundo, explica Patricia Santiago, incluindo o mercado brasileiro. A única diferença é que o vento na Dyson é um pouquinho mais forte.

Avó de 70 anos é processada por baixar pornografia ilegal

Idosa alegou que nem sabe o que é BitTorrent. Acusadores insistem que ela deve ser responsabilizada. Foto: Getty Images 

Uma senhora de 70 anos, que vive em Chicago, está sendo processada nos EUA por supostamente baixar conteúdo pornográfico ilegal na internet por meio do BitTorrent. A senhora, que pediu para não ser identificada, disse ao jornal SF Gate que a acusação não tem fundamento. Ela também alegou no processo que nem sabe o que é o BitTorrent. “Isso cheira a extorsão”, afirmou. As informações são do jornal Huffington Post.

O escritório de advocacia Steele Hansmeier atua nesse processo e tem defendido usuários do BitTorrent que têm sido cobrados com multas de até US$ 150 mil por baixarem conteúdos ilegais.

A intenção dos detentores de direitos autorais nesses casos é fazer com que os infratores sejam punidos rapidamente e que os processos sejam curtos. Muitas vezes se tenta fazer um acordo e multar sem processo.

Quando há acordo, o valor da multa varia de US$ 3 mil a US$ 12 mil, segundo o Huffington Post. A avó, por exemplo, não quis fazer acordo e alegou inocência.

Os acusadores dizem que o computador da senhora pode ter sido usado por terceiros e que ela deve ser responsabilizada por isso. A defesa diz que esse tipo de responsabilização não é cabível, e uma multa de até US$ 150 mil seria desproporcional.

Uma das prováveis possibilidades é de que a idosa não tenha conseguido bloquear o acesso a sua conexão Wi-Fi e jovens vizinhos tenham acessado sua conexão à internet, baixando o vídeo pornô. De acordo com o Huffington Post, essa alegação deve fazer com que a senhora se livre das multas.

Acordo de banda larga popular prevê internet de 5 Mbps até 2015

Os termos de compromisso firmados recentemente entre o governo e as operadoras de telefonia fixa para a oferta de banda larga preveem que, além de oferecer internet com velocidade de 1 megabit por segundo (Mbps) a R$ 35 por mês, as empresas devem disponibilizar internet com velocidade de pelo menos 5 Mbps ao maior número possível de municípios até 2015.

O acordo no Plano Nacional da Banda Larga (PNBL) não prevê metas de cobertura, nem define preços para a oferta de internet a 5 Mbps, apenas diz que as empresas deverão se esforçar para tornar técnica e comercialmente disponível um plano de serviço de banda larga no varejo com esta velocidade. “É um cenário de uma intenção conjunta futura de trabalhar para aumentar a velocidade”, disse nesta sexta-feira o secretário executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez.

O prazo para que todos os municípios brasileiros possam contar com internet de 1 Mbps a R$ 35 acaba em dezembro de 2014, mas as cidades que serão sede de jogos da Copa do Mundo e suas regiões metropolitanas deverão estar atendidas até a realização do Mundial.

No fim de junho, as concessionárias de telefonia fixa assinaram um termo de compromisso com o governo, garantindo o início da oferta de internet com velocidade de 1 Mbps a R$ 35 por mês em até 90 dias. A vigência do termo de compromisso termina em 31 de dezembro de 2016.