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Buzz Aldrin volta a contar como encontrou óvni em missão

Buzz Aldrin fez parte da missão Apollo 11, que pousou na Lua

Foto: Getty Images

O segundo homem da história a pousar na Lua, o ex-astronauta Buzz Aldrin, revelou como foi seu encontro com um suposto óvni, 45 anos após a missão Apollo 11. A informação é do Huffington Post.

No relato, cheio de detalhes, Aldrin diz que quando estava no espaço, durante a missão, ele viu uma luz fora da janela que parecia estar se movendo ao lado da nave americana.

“Havia várias explicações para o que poderia ser, como o foguete do qual havíamos nos separado, ou os quatro painéis que se moveram quando retiramos a sonda espacial do veículo. Eu estou absolutamente convencido de que era um objeto não identificado”, contou.

Aldrin contou essa história pela primeira vez em 2005 e, na época, os entusiastas que acreditam em objetos voadores não identificados ficaram chateados porque o ex-astronauta não havia compartilhado essa informação antes.

Hoje, quase dez anos depois, Aldrin falou também sobre sua esperança de que os humanos possam viajar para Marte em um futuro próximo. “Não tenho dúvidas de que a próxima conquista da humanidade será Marte”.

Segundo ele, um grupo com as ‘melhores pessoas do mundo’ deveria pousar em Marte para estabelecer um assentamento permanente, ao contrário de mandar representantes de empresas privadas interessados no turismo espacial.

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Nasa testará ‘disco voador’ com tecnologia para explorar Marte

Nasa - logo

A Nasa, a agência especial americana, se prepara para testar uma espaçonave muito parecida com um disco voador.

Na verdade, o LDSD (sigla em inglês do Desacelerador Supersônico de Baixa Densidade) é uma amostra do tipo de tecnologia que a raça humana precisará para pousar em Marte.

O LDSD será lançado de uma altitude elevada a partir de um balão posicionado sobre o Havaí.

Ele testará um novo tipo de paraquedas e um anel inflável de kevlar que pode ajudar a reduzir a velocidade da espaçonave quando ela se aproximar da superfície do planeta vermelho.

A Nasa diz que está tentando elevar a capacidade máxima de carga que pode ser levada para Marte da atual 1,5 tonelada para algo entre 20 e 30 toneladas – o peso do equipamento que uma missão tripulada exige.

Ian Clark, pesquisador do LDSD, disse à BBC News: “Nós estamos testando tecnologias que nos permitirão pousar maiores e mais pesadas cargas úteis, de uma maior altitude e com mais precisão do que jamais fomos capazes”.

O teste acontecerá em uma base de testes da mísseis da Marinha americana em Kauai, no Havaí.

Um balão de hélio levantará o LDSD a uma altitude de 35 quilômetros antes de soltá-lo.

Um motor de propulsão a foguete deve então elevar o dispositivo a 55 quilômetros de altura a uma velocidade de Mach 4 (quatro vezes a velocidade do som).

Quando o LDSD começar a reduzir a velocidade, ele acionará seus dois novos sistemas de freios atmosféricos.

‘Donut’

O primeiro a ser acionado será o “donut”, um dispositivo inflável de 6 metros. Ele aumentará o tamanho do veículo e como consequência a força de arrasto.

Quando a velocidade cair para cerca de Mach 2,5, o paraquedas será acionado. “O paraquedas supersônico que estamos testando é enorme”, diz Ian Clark.

“Ele tem 30 metros de diâmetro; ele gera duas vezes e meia o arrasto de qualquer paraquedas anterior que mandamos a Marte”.

“Vamos levar o equipamento ao limite no qual os materiais dos quais o paraquedas é feito, nylon e kevlar, podem começar a derreter”.

“Mas não sabemos, por isso vamos fazer esse teste”.

Se as estruturas se mantiverem intactas, o paraquedas deve soltar o LDSD no oceano em 45 minutos.

O plano da Nasa é fazer um novo teste no ano que vem, com um anel e um paraquedas maiores.

A sonda Curiosity, de uma tonelada, é o maior objeto que já pousou em Marte até agora.

Acredita-se que essa capacidade de carga terá que ser muito aumentada para que astronautas possam receber todos os suprimentos e equipamentos necessários para sobreviver no planeta.

Alta probabilidade de repetição do fenômeno meteorológico El Niño

A probabilidade de que volte a acontecer este ano o fenômeno El Niño, caracterizado por temperaturas acima do normal no Oceano Pacífico, chega a 80%, advertiu a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

“Existe 60% de probabilidade de que entre junho e agosto se instale plenamente um episódio do El Niño. E esta probabilidade será de entre 75 e 80% para o período de outubro a dezembro”, anunciou a organização, vinculada à ONU.

“Muitos governos já começaram a preparar-se para a chegada do El Niño, que será muito provavelmente de intensidade moderada”, afirma a OMM.

El Niño é um fenômeno natural, que acontece a cada período de dois a sete anos, e “tem grande influência no clima mundial”. O último episódio aconteceu em 2009/2010.

A OMM destaca que recentemente as águas do Pacífico tropical registraram um aumento da temperatura, que atingiu o limite mínimo do El Niño e que “continuará aumentando durante os próximos meses” para alcançar “a máxima durante o último trimestre de 2014”.

“As previsões dos modelos e as opiniões dos especialistas coincidem que o fenômeno ganhará máxima intensidade durante o quarto trimestre e persistirá durante os primeiros meses de 2015 para depois dissipar-se”, afirma a OMM.

Mistério de ‘ilha’ em lua de Saturno intriga astrônomos

Foto: Nasa / Divulgação

Há algum tempo os cientistas estão intrigados com um fenômeno – que vem sendo chamado de “ilha mágica” – observado em julho do ano passado pela sonda Cassini, da Nasa, em Titã, maior lua de Saturno.

A sonda observou a “ilha” – na realidade, uma mancha brilhante – durante um sobrevôo por Ligeia Mare, um lago de metano e etano do polo norte de Titã. Mas em suas passagens seguintes ela havia desaparecido. Agora, um estudo publicado na revista Nature Geoscience defende que a mancha pode ter sido causada tanto pela presença de icebergs na região, quanto pelo reflexo de ondas do lago ou gases que teriam emanado de suas profundezas.

“Ilha mágica é o termo coloquial que estamos usando para nos referir a esse fenômeno, mas na realidade não achamos que se trata de uma ilha”, explicou à BBC Jason Hofgartner, da Cornell University, em Nova York, um dos autores do estudo. Ele diz que, como a luminosidade apareceu e desapareceu muito rapidamente, é improvável que tenha sido causada por uma ilhota vulcânica.

“Temos quatro hipóteses diferentes para explicar as causas desse fenômeno: ondas, bolhas de gás, sólidos flutuantes e sólidos em suspensão”

Importância científica
A maior lua de Saturno chama a atenção de cientistas por ter características semelhantes às da Terra. Ela tem, por exemplo, uma atmosfera espessa, além de uma superfície moldada por ventos e chuvas, com rios, mares e dunas.

As montanhas e dunas de Titã, porém, são feitas de gelo, não de rochas ou areia. E em vez de água, seus lagos são formados por hidrocarbonetos líquidos. Os mares e lagos de sua região polar, por exemplo, são repletos de metano e etano, substâncias gasosas na Terra, mas que nas temperaturas típicas de Titã – de 180ºC negativos – existem em estado líquido.

Titã também tem algo semelhante às estações do ano da Terra, embora seu ciclo sazonal seja de 30 anos. Com a aproximação do solstício de verão em Titã, que será em maio de 2017, o nível de atividade atmosférica no norte dessa lua tende a crescer. “À medida em que o verão se aproxima, mais energia do sol é depositada no hemisfério norte de Titã”, diz Hofgartner.

Os ventos da região também tendem a ficar mais fortes, causando ondas na superfície de seus lagos e mares. São essas ondas a primeira das possíveis explicações para a “ilha mágica” – até porque os cientistas já detectaram evidências de ondas em outro lago da lua, conhecido como Punga Mare.

Hipóteses
A segunda explicação possível é que a mancha de luz ( ou “ilha mágica”) poderia ter sido causada por sólidos flutuantes – os icebergs. Esses icebergs não poderiam ser formados por gelo de água, porque afundariam no mar de hidrocarboneto líquido. Seriam, portanto, de uma mistura congelada de metano e etano.

Já os sólidos em suspensão – a terceira possível causa da mancha de luz – poderiam ser poliacetileno, um composto orgânico de baixa densidade que os cientistas acreditam fazer parte da atmosfera de Titã. A última hipótese é que a luminosidade que a Cassini observou foi provocada por gases emergindo de fissuras vulcânicas submarinas para a superfície de seu lago.

Mais observações e estudos são necessários, porém, para que se determine quais dessas hipóteses são mais prováveis. “Parece que algo está acontecendo em Ligeia Mare. Titã não para de nos surpreender”, diz John Zarnecki, professor emérito da Open University de Milton Keynes, co-autor de um estudo sobre a altura das ondas em Titã.

“Essa é mais uma evidência de que precisamos voltar para lá com uma missão, preferivelmente para pousar em um de seus mares. Só então entenderemos o que está acontecendo nesse lugar incrível.”

Maio de 2014 foi o mais quente do mundo desde 1880

O mês de maio de 2014 foi o mais quente no mundo desde que começaram a subir as temperaturas em 1880, anunciou nesta segunda-feira a Agência Americana Oceânica e Atmosférica (NOAA).

A temperatura média na superfície terrestre e dos oceanos atingiu 15,54 graus Celsius em maio, isto é, 0,74°C a mais que a média de 14,8°C no século XX.

Também foi o 39º mês de maio consecutivo e o 351º mês seguido em que a temperatura global do planeta esteve acima da média do século XX, explicou a NOAA.

A última vez em que a temperatura de um mês de maio foi inferior à média do século XX remontava a 1976. O último mês em que a temperatura esteve abaixo da média no século passado foi em fevereiro de 1985.

A maior parte do planeta viveu em maio deste ano temperaturas mais quentes do que a média com picos de calor no leste do Cazaquistão, partes da Indonésia e o noroeste da Austrália, entre outros.

No entanto, partes do nordeste do Atlântico e locais limitados no noroeste e sudoeste do Pacífico, assim como nas águas oceânicas do sul da América, foram mais frias do que a média.

A temperatura de abril de 2014 esteve a par com a de 2010, que tinha sido a mais quente registrada no planeta aquele mês desde 1880, segundo a NOAA.

Segundo prognósticos da NOAA, há 70% de probabilidades de que a corrente quente do Pacífico El Niño volte a aparecer este verão no hemisfério norte e 80% de possibilidades de que surja durante o outono e inverno próximos, o que poderia ter um impacto importante nas temperaturas e nas precipitações em todo o mundo.

Paciente canta durante cirurgia para salvar a voz

Alama Kante cantou durante uma cirurgia de remoção de um tumor da sua garganta, para evitar que suas cordas vocais fossem danificadas

Foto: Aude-Emilie Dorion / Divulgação

A cantora profissional Alama Kante cantou durante uma cirurgia de remoção de um tumor da sua garganta, para evitar que suas cordas vocais fossem danificadas. Em um procedimento inédito, Kante tomou apenas uma anestesia local e foi hipnotizada para sentir menos dores durante a operação.

Segundo o médico responsável pela cirurgia, Giles Dhonneur, essa foi a primeira vez que um tumor foi removido usando essa técnica, já que normalmente ela é feita com anestesia geral. O procedimento foi feito em abril, mas o médico só anunciou para a imprensa no final de semana, quando mostrou um vídeo em que Kante cantava enquanto ele a operava.

Viagem
Natural de Guiné mas morando atualmente na França, Kante tinha um tumor na glândula paratireóide. Ela disse que estava nervosa e com receio de perder sua voz. Dhonneur havia alertado que um simples escorregão do bisturi poderia destruir a voz da cantora. Como ela estava cantando durante os “momentos críticos”, o cirurgião teve certeza que a operação “estava indo bem”.

“A dor de uma operação desse tipo é intolerável se você está totalmente acordado. Só a hipnose permite suportar isso”, teria dito Dhonneur ao jornal francês Le Figaro. “Ela entrou em transe quando escutou as palavras do hipnotizador. Ela foi muito longe, para a África, e começou a cantar… Foi incrível”, disse.

O jornal britânico The Times informou que a cantora, que já se recuperou da cirurgia e também estava na conferência de imprensa, revelou que tinham perguntado antes da cirurgia se ela queria “viajar”.

“Eu me deixei guiar. É como se eu não estivesse na sala de cirurgia. Eu estava longe, no Senegal”, disse. Dhonneur disse Kante se calou ao final do procedimento e “todos prenderam a respiração”. E então ela recomeçou a falar, para alívio da sala. A operação foi realizada Hospital Henri Mondor, em Paris.

Nasa se prepara para lançar satélite que medirá CO2 na atmosfera

A Nasa se prepara para lançar, em 1º de julho, seu primeiro satélite construído para medir os níveis de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, o principal gás de efeito estufa que tem uma incidência-chave sobre o clima.

Este gás alcançou seu maior nível nos últimos 800.000 anos.

O satélite Orbiting Carbon Observatory-2 (OCO-2) é muito similar ao OCO-1, destruído durante seu lançamento, em fevereiro de 2009.

O dispositivo permitirá ter uma imagem mais completa e mais global das emissões humanas e naturais de CO2, assim como dos poços de carbono, oceanos e florestas, que absorvem e capturam este gás.

“O dióxido de carbono na atmosfera tem um papel essencial no equilíbrio energético do nosso planeta e é um fator-chave para entender como nosso clima muda”, explicou Michael Freilich, diretor da divisão de ciências da Terra da Nasa.

O satélite OCO-2 será lançado por um foguete Delta 2, da companhia United Launch Alliance, da base aérea Vandenberg, na Califórnia, e será levado a uma órbita quase polar a 705 quilômetros de altitude.

Será o primeiro observatório de uma frota de cinco satélites internacionais que orbitarão a Terra a cada 99 minutos para realizar observações quase simultâneas.

O OCO-2, cuja missão durará pelo menos dois anos, fará medições de amostras de fontes de emissão de CO2 e poços de carbono em toda a Terra para permitir aos cientistas estudar melhor as mudanças com dados atuais.

Em abril, as concentrações mensais de CO2 na atmosfera superaram as 400 partes por milhão (ppm) no hemisfério norte, seu nível mais alto nos últimos 800.000 anos, segundo a Nasa.

A combustão de fontes fósseis (hidrocarbonetos, gás natural e carvão) e muitas outras atividades humanas liberam cerca de 40 bilhões de toneladas de CO2 na atmosfera a cada ano, o que gera um acúmulo sem precedentes deste gás de efeito estufa.

Os climatologistas concluíram que o aumento das emissões de CO2 resultantes das atividades humanas, sobretudo pela combustão fóssil e o desmatamento, modificaram o equilíbrio natural do carbono na Terra, o que provoca aumento das temperaturas e alterações no clima da Terra.

Hoje, segundo cientistas, menos da metade do CO2 emitido pela atividade humana fica na atmosfera.

Uma parte do restante é absorvida pelos oceanos, mas os poços de carbono terrestres não foram todos identificados e ainda não se entende muito bem seu funcionamento, acrescentaram.

As medições dos níveis de CO2 que o OCO-2 fará serão combinadas com os dados das estações de observação terrestre, os aviões e outros satélites, acrescentou a Nasa.