Apenas 10 jogadores da 1ª lista de Mano resistem até Copa

Primeira convocação de Mano Menezes teve 24 nomes, dos quais 14 foram chamados por Felipão para a Copa do Mundo de 2014

Foto: Getty Images

No dia 27 de julho de 2010, o técnico Mano Menezes convocava a Seleção Brasileira pela primeira vez. Exatos 25 dias antes, o Brasil – então comandado por Dunga – havia sido eliminado pela Holanda nas quartas de final da Copa do Mundo, e as mudanças nas listas de jogadores eram as principais cobrança em torno do treinador do Corinthians.

Na ocasião, Mano chamou 24 jogadores para o amistoso contra os Estados Unidos. As principais novidades eram oriundas da geração santista, que brilhava com Neymar, Paulo Henrique Ganso, André e companhia. Naquela ocasião, a Seleção encarou os americanos no Estádio New Meadowlands, em Nova Jersey, e venceu por 2 a 0 – Neymar e Alexandre Pato marcaram.

Neymar foi o principal fruto daquela renovação da Seleção, mas muitos dos jogadores convocados para aquele amistoso estão hoje distantes de uma nova chance. Nomes como Rafael, André Santos, Carlos Eduardo e Ederson são hoje pouco cotados. Daquela geração santista, apenas Neymar – hoje no Barcelona – se firmou como jogador de Seleção.

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Conheça o perfil dos convocados para a Copa

Dos nomes chamados por Mano Menezes na ocasião, 14 ficaram pelo caminho, mas 10 se firmaram e foram convocados por Luiz Felipe Scolari para a Copa do Mundo de 2014. Relembre os jogadores convocados por Mano Menezes e confira os destinos de cada um quatro anos depois:

G. Renan (Avaí): era a esperança que Mano tinha em um jovem goleiro que pudesse jogar a Olimpíada de 2012. Contratado pelo Corinthians pouco após o amistoso nos EUA, teve poucas chances no time, rodando por empréstimo por Vitória, Estoril (Portugal), Guarani e Botafogo-SP. Está hoje no Bragantino.

G. Jefferson (Botafogo): um dos nomes mais regulares entre as convocações nos últimos quatro anos, o botafoguense Jefferson permanece no clube. De quebra, ainda foi um dos convocados por Luiz Felipe Scolari para a Copa do Mundo de 2014.

G. Victor (Grêmio): trocou o Grêmio pelo Atlético-MG em 2012, conquistando o título da Copa Libertadores da América em 2013. Considerado um dos melhores goleiros do Brasil nos últimos quatro anos, aproveitou as chances e também foi convocado.

LD. Daniel Alves (Barcelona): pouco questionado nos últimos quatro anos, firmou-se como um dos melhores do mundo na posição e como titular da Seleção Brasileiro, mesmo em meio à irregularidade recente do Barcelona. Segue no clube catalão.

LD. Rafael (Manchester United): chamado pela primeira vez à Seleção principal naquele amistoso, Rafael não vingou. Segue no clube inglês, mas só voltou a ter chances de convocações em 2012.

Z. Thiago Silva (Milan): completou o ciclo de quatro anos entre as Copas do Mundo de 2010 e 2014 como um dos melhores zagueiros do mundo. Contratado a peso de ouro em 2012, superou alguns dramas, como lesões e uma tuberculose, mas confirmou as expectativas e foi convocado para o próximo Mundial. Deve ser o capitão.

Z. David Luiz (Benfica): cresceu nas últimas temporadas, valorizou-se no futebol europeu e trocou o Benfica pelo Chelsea. Deixou de lado os questionamentos e hoje é titular da Seleção Brasileira.

Z. Henrique (Racing Santander): mesmo sendo convocado com alguma frequência nos últimos quatro anos, Henrique é um dos nomes mais questionados da convocação para a Copa do Mundo de 2014, muito em parte da associação de sua imagem com o rebaixamento do Palmeiras para a Série B do Campeonato Brasileiro em 2012. Hoje, está no Napoli.

Z. Réver (Atlético-MG): mesmo cogitado com frequência para as convocações, Réver foi perdendo espaço com o passar dos anos. Acabou entrando no balaio de preteridos, ao lado de nomes como Dedé (Cruzeiro), Miranda (Atlético de Madrid) e Marquinhos (Paris Saint-Germain).

LE. Marcelo (Real Madrid): preterido da Copa do Mundo de 2010, quando Dunga convocou Michel Bastos e Gilberto, o lateral do Real Madrid acabou com quaisquer dúvidas a respeito de convocações nos últimos quatro anos.

LE. André Santos (Fenerbahçe): “premiado” por Mano Menezes, com quem viveu grande fase no Corinthians, o lateral ameaçou emplacar, mas não decolou. Depois de trocar o futebol turco pelo Arsenal em 2011, retornou ao Brasil para jogar pelo Grêmio. Hoje, está no Flamengo, onde sofre com a irregularidade, cada vez mais distante das convocações.

V. Sandro (Internacional): contratado no mesmo ano pelo Tottenham, o volante – que acabou cortado daquele amistoso – perdeu terreno na Seleção Brasileira após a Olimpíada de Londres, em 2012. Hoje, é outro nome com poucas chances de voltar às convocações no futuro próximo.

V. Jucilei (Corinthians): mais um premiado pelas boas atuações com Mano Menezes no Corinthians. Jucilei, no entanto, não emplacou, e afastou-se da Seleção. Depois de se transferir com relativa pompa para o Anzhi Makhachkala, acertou recentemente com o Al Jazira, dos Emirados Árabes Unidos.

V. Lucas Leiva (Liverpool): o volante, ex-Grêmio, passou por altos e baixos nos últimos quatro anos. Recentemente, com a boa fase do clube inglês, passou a ser nome cogitado para a Copa do Mundo de 2014. Acabou ficando de fora.

V/M. Ramires (Benfica): outro jogador que emplacou em quatro anos na Seleção Brasileiro. Depois de trocar o Benfica pelo Chelsea, tornou-se um dos nomes mais esperados nas convocações do técnico Luiz Felipe Scolari.

V/M. Hernanes (São Paulo): um dos pilares do São Paulo tricampeão brasileiro (2006 a 2008), Hernanes se tornou um nome regular nas convocações desde então. Após uma passagem de destaque pela Lazio, reforçou a Inter de Milão em 2014, além de garantir sua vaga na Copa do Mundo de 2014.

M. Ederson (Lyon): na única vez em que foi convocado para a Seleção Brasileira, o então meia do Lyon saiu do banco para substituir Neymar. Não convenceu e sumiu das listas dos treinadores. Em 2012, trocou o time francês pela Lazio, onde está desde então.

M. Carlos Eduardo (Hoffenheim): então em alta no futebol alemão, Carlos Eduardo saiu do banco no segundo tempo e não brilhou. No mesmo, acertou com o Rubin Kazan, da Rússia, antes de voltar ao Brasil – o Flamengo contratou o jogador depois de uma longa disputa com o Grêmio, mas não conseguiu o sucesso esperado na contratação.

M. Paulo Henrique Ganso (Santos): chegou a beliscar uma vaga na Copa do Mundo de 2010, quando foi convocado por Dunga para a lista de suplentes para eventuais cortes na Seleção. Estreou na Seleção com a camisa 10, mas foi perdendo o brilho aos poucos. Hoje, no São Paulo, briga para se manter em alto nível – quando conseguiu, teve a convocação pedida por muita gente.

A. Neymar (Santos): principal nome do futebol brasileiro pós-2010, Neymar chegou à Seleção para ficar. Dono da camisa 10, era nome certo na Copa do Mundo de 2014. No amistoso contra os EUA, fez sua estreia pelo time principal e marcou um dos gols. Hoje, é um dos astros do Barcelona.

A. André (Santos): considerado um dos destaques do time do Santos em 2010, no qual chegou como “plano B”, André também não vingou com a camisa do Brasil. Fora da Vila Belmiro, rodou por Dìnamo de Kiev (Ucrânia), Bordeaux (França) e Atlético-MG, antes de voltar ao Santos. Hoje, está no Vasco da Gama.

A. Robinho (Santos): embora questionado, continua sendo um dos principais jogadores do futebol brasileiro na última década. Foi convocado por Luiz Felipe Scolari para amistosos, e esteve cotado para a Copa de 2014. O atacante do Milan, entretanto, acabou não entrando na lista de 23 jogadores divulgada pelo técnico.

A. Alexandre Pato (Milan): era tido como um dos principais nomes do futebol brasileiro na época, e inclusive marcou o segundo gol na vitória por 2 a 0 sobre os EUA. Em 2013, voltou ao Brasil para ser a “cereja do bolo” no Corinthians, mas perdeu espaço. Hoje, está no São Paulo para tentar se manter no topo.

A. Diego Tardelli (Atlético-MG): ídolo do clube mineiro, vivia grande fase quando foi convocado em 2010. Desde então, passou por clubes de Rússia e Catar, antes de voltar ao Atlético. Correu por fora na briga por vaga, mas tinha chances pequenas.

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