Cientistas australianos propõem destruir lixo espacial com laser

Cientistas australianos propõem atingir o lixo espacial, potencialmente perigoso, com raios laser para que caia na atmosfera terrestre, onde se desintegraria, anunciaram nesta sexta-feira.

“Queremos limpar o espaço para evitar o risco crescente de colisões e prevenir os tipos de incidentes contados no filme ‘Gravidade'”, declarou o diretor do centro de pesquisa astronômica e astrofísica da Universidade Nacional da Austrália, Matthew Colless.

Um novo centro de pesquisa com a participação, entre outros, da Nasa, começará a trabalhar em meados de 2014 para isolar as partes menores de lixo espacial e prever sua trajetória graças ao observatório de Mount Stromlo, em Canberra.

O objetivo é desviar estes restos (satélites fora de serviço, corpos de foguetes…) de sua trajetória, atingindo-os com raios laser a partir da Terra. Isso os obrigaria a diminuir sua velocidade e a cair na atmosfera, onde pegariam fogo até se desintegrar.

O responsável pelo novo centro, Ben Greene, também considerou provável “uma avalanche catastrófica de colisões (de restos), que destrua rapidamente todos os satélites”.

A agência espacial americana e a Agência Espacial Europeia (ESA) registraram mais de 23.000 dejetos de mais de 10 cm, em sua maioria, em órbitas baixas (abaixo de 2.000 km). Os restos de entre 1 e 10 cm chegam a centenas de milhares.

O filme “Gravidade”, vencedor de sete prêmios Oscar, narra a história de dois astronautas perdidos no espaço após a colisão de sua estação com lixo espacial.

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